Inside Me

Devaneios...

segunda-feira, setembro 21, 2009

Elo

Não sei explicitar a dor te ver caminhar em direção contrária, não há gesto, atitude,
ou programa que alivie a angustia. É estranho ver meu sorriso, aquele pelo qual me apaixonei, caminhar em novos lugares, ser desejado por outros ao mesmo tempo que saber que ele voltou ao seu rosto me faz pensar que abrir mão é meu mais sincero jeito de amar. Não te quero ao meu lado sem seu brilho nos olhos, com ar cabisbaixo, desconfiada da vida. Te quero linda como sempre, no mais amplo sentido da palavra. Dessa e de todas as outras diversas qualidades das quais tive o prazer de desfrutar ao seu lado. Choro por não estar vivendo meu sonho, por não compartilhá-lo de forma igual. Sorrio ao te ver bem, ao sentir esperança. Superei obstáculos que achei nunca ser capaz, vivi intensamente cada segundo, fui o mais eu que alguém já conheceu. Passei a acreditar em sentimentos, em planos de vida. Fica em mim pra sempre o melhor.

sábado, setembro 12, 2009

Margarida

"Quanto faltou ser dito,um tanto que se resume a uma frase só:de todas as maneiras. Te disse que só vc merece de mim rosas vermelhas.de todas as maneiras. Meus cafés na cama,meus sorrisos,quaisquer beijos e todo encanto,toda delícia.por todo seu colorido.por suas unhas e labios vermelho-carmim,sua silhueta de mulher,seu frescor de criança.de todas as maneiras;uma flor por café,mil e uma noites,mil e uma pintas.todos os seus ruidos.te vendar.desvendar; despir, desarrumar,descabelar...desobedecer.te prender entre os dedos,pelos cabelos,pela cintura.traçar seu corpo como uma jornada minha,encontrar seu caminho,te encontrar no meu.de todas as maneiras;um sorvete,parquinho com balanço,cachorro e pic-nic;Paris.London school of economics.Haia.Os andes e o himalaia.Bons vinhos,bons queijos,otimos beijos.e no final do passeio e do balão de são joão...Capitu,olhos em faisca.e eu,pra nao ser obvia,suprimo os termos do natural em tal desfecho...Capitu.e eu.....;ao lado dela.de todas as maneiras."

By Margarida.

domingo, setembro 06, 2009

Coelho

Ela não sabia mais se na primeira pessoa do singular ou do plural. Um elo, o elo que rompido ou não, continuaria sempre a existir. A taça em meio a espuma, as bolhas que impediam o toque. O olhar, o abraço e o carinho mais perfeitos já sentidos. Um sorriso sem igual, uma história sem igual. Cada detalhe guardado em corações e mentes que envelheceriam juntas. Sonhos comuns em momentos inexatos com a pessoa exata.

Vellho Oeste

A melodia do violão embalava a noite turva pela fumaça dos cigarros acesos em meio a multidão de vozes que a rodiava. Mas ela ainda estava trancada em seu quarto cor de violeta. Remetia a ele a loucura adolescente de outrora, os gemidos inibidos e os desejos que nunca deixou virem à tona. Ainda sem coragem, levou-se pelo impulso do inesperado prazer. Permitiu-se desfrutar das novidades do seu velho eu. Opostos, avessos, semelhantes encontros em corpos distintos. Mágoas que não só suas e não iteiramente começavam a iluminar a falta de expectativa. Uma avalanche, a de sensações, as sabias e as desconhecidas, as deliciosas e as melancílicas. Fechou os olhos. Imaginou-se 20 anos mais tarde, imginou-se nos presente de todas as maneiras, continuou sem abrí-los por não saber que conclusão consiguiria admitir seu âmago.