Inside Me

Devaneios...

domingo, fevereiro 19, 2006

Frutos

Relutei ao acordar do meu mais louco sonho, queria que meus olhos fechassem novamente e que aquele sentimento que tomava conta de mim me levasse de volta. Queria levantar e ver o papel de embrulho do seu presente no chão, o nosso porta retrato. O seu nome, sim, ainda me lembro, mas não condizia com seu corpo, seu sexo. Era tudo tão perfeito, tão real, seu trabalho, a nossa casa, nossas caminhadas na praia com a mel, nossa labradora. Seus olhos pretos, me diziam a cada momento o que eu precisava ouvir. Foi como me ver 10 anos mais tarde. Continuo te amando, mesmo desconhecida, como nunca amei ninguém. E meus cílios teimam em se encostar na tentativa frustrante de trazer-te de novo.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Rindo sozinha da minha imaginável felicidade momentânea. Vontade de jogar tudo no chão de ir embora mais uma vez, de desistir dos meus sonhos. Vontade de te dizer que você podia ter evitado tudo isso.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

¨¨¨¨¨¨¨¨

O cheiro de chuva ajuda, me faz ver a solidão mais de perto, ver como todos somos sozinhos independente de nossos meios familiares e socias. Sinto falta de algumas coisas que não pensaria sentir, falta de carinho talvez, carência. Deixo os pingos cairem em minha mão, faço um desejo a cada um deles. Sento na janela e fico olhando as poças se formarem, seus reflexos opacos. Sinto a distância, a distância de estar do outro lado do mundo.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Leveza.

As coisas passam despercebidas pelo meu sorriso. A vida continua em seu curso, como se seguisse meus passos confiantes. Tudo parece fazer sentido, promessas não compridas, as roupas em cima da cama, o bilhete que me deixou. Pela primeira vez, consigo sentir meus olhos brilharem, a maciez do lençol e das peles. Os detalhes me dão a direção, fecho os olhos e corro, com a alegria estampada em meu corpo.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Again

Naõ sei se acredito muito nisso tudo,talvez seja a mesma viagem da noite, a minha viagem dentro de você. O ar avisando que está mais perto, a brisa mais leve, os dias frescos, a paz que você me transmite. Seus gestos de timidez, suas linhas de expressão que mudam a cada segundo, me dizendo o que é você. Apenas não sei como suas palavras mudas podem me dizer tanto, podem me causar o nervoso da primeira vez, a expectativa que não volta. Todo dia preciso ver meu retrato, ter certeza de que estou ali sem nenhuma descrição, imaginar que algo daquilo pode ser meu. Esperar o que não foi, viver do que talvez será. Nossos opostos perfeitos, nossas frases que se completam sem querer, os olhares que se esbarram e se calam. As sensações que teimam em não ir embora e me trazem você em cada suspiro. Minha preocupação exagerada, meu medo de que algo te aconteça, que alguém te machuque. É como começar do zero, apostar de novo no escuro, sem medo que tudo fracasse de novo, pensar em mim pela primeira vez. Vontade de te trazer pro meu mundo, pro meus dias rebeldes e infantis. Deitar a seu lado e me sentir segura e protegida como nunca. Sentir meu rosto quente e vermelho apenas pela sua presença , sentir nossas mãos se aproximando, meu sorriso bobo quando me liga.
Vontade de conseguir esquecer a dor que me causa ao não saber quem sou.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

És

Incrível como nos evitamos e nos esbarramos sem querer, mesmo q estejamos sempre, a espera uma da outra. Não acredito em algumas de tuas palavras, em alguns de teus reprimidos desejos. Tuas frases soam como as melhores músicas. Tua presença? Não sei, me angustia um pouco. São muitos os olhares, mas apenas eles, me seduzem, não me satisfazem. Tenta-me que tento-te também, apesar de não saber como fazê-lo. Te leio aos poucos, mesmo quando a vontade é de terminar o inacabável. Leio a noite, quando minha mente viaja, quando posso estar a seu lado sem ser vista. A fumaça expelida por seus lábios me acordam.