Inside Me

Devaneios...

quinta-feira, agosto 25, 2011

Lotus

Escondidas em suas palavras falavam de cotidianos, de seus eus. Pouca exposição na verdade, mas diaramente atualizavam sua conexão. Muito aparente, nada claro. Mas o que há de óbvio e sedutor? O mistério e apenas ele. Identificavam algo pros trás de todas aquelas luzes e cenários e como parte da cena, apenas atuavam de acordo com o script. Queriam viver nos sonhos, evitavam parte da realidade pois sabiam também pertencê-las. Seguiam distantes nos mesmos pensamentos, desejavam tempo, oportunidades e a pureza que tanto admiravam. Em entrelinhas tentavam não fechar os olhos, temiam a fraqueza do pestanejar. Desvencilhavam-se dos cacos e de possíveis faíscas, buscavam outros gostos que não o proibido. Fingiam ser aquilo que as satisfaziam e continuavam negando o involuntário e nunca dito.

terça-feira, agosto 23, 2011

Regirando

Singular, a melhor palavra para definir o momento no qual se encontrava. Algumas boas outras ruins. Sim, surpresas. Talvez fosse apenas inesperado mas não conseguia identificar se estava diante de um novo ciclo ou se o presente ainda não havia acabado e tivera apenas um flash back.
Reencontros e desencontros. A contradição intrínseca. Nada novo de fato, talvez algumas permissões. Sentia-se vulnerável mas nem por isso estava na defensiva como sempre o fizera. Apostou em algumas curiosidades. Gostou. Contudo, ainda havia um desncaixe. Queria o fascínio e obtinha a dúvida, queria a mágica e sorria ao achar tê-la encontrado ao passo involuntário que a lágrima escorria por perceber ser apenas um desejo. Sonhava de olhos abertos. Queria decifrar e ser decifrada. Inocência, talvez até mesmo sua ingenuidade que se falada a terceiros o fariam rir.
Nunca deixara de acreditar, guardava a caixinha no seu exato lugar há tanto tempo que pensou ser a hora de abrí-la. Desta vez não pela realização, simplismente por querer sentir e analisar aquele interior.
Algumas cenas se repetiam e não sabia por onde caminhar. Achou que aquele número podia ser apenas uma armação montada para testá-la. Se via em algum daqueles desafios porque esses sempre a regeram, porém nunca fizera ou faria uma crueldade pensada. Era boba, até demais, estendia o braço ao invés da mão, se reprimia pelo prazer alheio. Percepções.
Os olhares e expectativas, comentários maldosos. A frustração na falta de sonhos ao seu redor. Inconstante. Pela primeira vez encontrava-se menos impulsiva e mais decidida e mesmo sem as suas respostas, guiava-se pelas flores da exalante primavera pois ninguém a faria desistir do seu roteiro encantado.