Inside Me

Devaneios...

terça-feira, julho 26, 2011

Em primeira pessoa

Revoltada com a falta de sensibilidade e o tamanho da mentalidade alheia. Ninguém é merecedor de uma babaquice por ter confiado em outra pessoa... Sim, não sei lidar com isso, tenho defeitos e também preciso melhorar!
Ainda existe ingenuidade, confiança e inocência, o que é raro, diga-se de passagem! E, por isto mesmo, quem possui uma destas virtudes ou mesmo as três e sofreu alguma decepção por conta disso não deve sentir-se culpado, bobo ou tentar torna-se mais malandro que nem a infeliz maioria. Em relação a maioria, poupo meus comentários apesar de muitos virem a tona. 
Mas para os que acham bem feito a crueldade oriunda dessa malandragem cotidiana na qual vivemos, acho que deveriam olhar para si mesmos, repensar suas vidas e escolhas. Se nunca precisaram confiar em ninguém, seguir informações sem selo de origem e validade, se nunca agiram por um impulso ou fizeram uma loucura, estão se privando tanto, que nem se permitem sentir e viver a delícia de cada um desses momentos e aprender com uma decepção. Estão se privando d vida, que é única. É inegável a dor, assim como o crescimento. 
Acho que se preocupam tanto no que os outros vão pensar que estagnam, antecipam-se cheios de moralismos e prontos para julgar quem não teme realizar. Envelhecem pensando no se, fantasiando o agora se tivessem agido de outra forma no passado. Cheios de curiosidade e desejo e tão encolhidos, contraditórios e medíocres como sempre foram. 
Acho engraçado que muitos desses são os que vejo gritarem ser cristãos. Cristãos deveriam achar legal a desgraça ou mesmo a tristeza alheia? Cristãos não deveriam respeitar as diferenças?
É... não quero rótulo, religião, raça, opto por viver e saborear a felicidade, não seu conceito. 

domingo, julho 10, 2011

Roda Gigante.

Lágrimas entre sorrisos.
Extremos num curto espaço de tempo.
Momentos indescritíveis, situações delicadas, circuntâncias difíceis.
Fragilidade, sentia-se como um vidro estilhaçado. Pensava demais, uma avalanche inesgotável. Possibilidades.
Impulsiva, sempre. Um pouco mais racional dessa vez.
Não queria manter o controle, queria se deixar ser levada pelo sentimento.
Mas também desejava o autocontrole para as frustrações e suas consequências.
Estava decidida como nunca e mais perdida do que jamais estivera.
Sabia o que queria mas não como conseguir.
Questionava se a concretização do desejo realmente a faria feliz.
Não sabia se amava apenas a idéia.
Se não havia certeza, havia contradição.
Talvez devesse mergulhar. Ou não.
Fuga ambígua. Precisava esvaziar-se um pouco.
Ascendeu um cigarro, pegou sua xícara de café e foi escrever.