Inside Me

Devaneios...

segunda-feira, agosto 24, 2009

Black Water

Acordou, encheu a colher do brigadeiro que fizera na madrugada e ficou sentanda assistindo a cafeteira com seus barulhos deixar o mais maravilhoso aroma no ar. Aroma de tempo frio e chuvoso, aroma do orvalho que não percebia há tempos. Ah, um prazer imenso tomou conta daquela manhã gelada, trazendo também a nostalgia da qual tentava fugir, o sentimento capaz de fazê-la sentir a temperatura de sua sintonia, o calor das lágrimas que escorriam pelo seu rosto. E sorriu pela percepção de dois opostos se encontrarem pois não pudera lembrar de antônimos simultâneos num presente próximo.
À meia luz por vergonha, à meia luz porque temia o escuro e porque a claridade a cegava. Branda, pois assim anunciava sua intensidade, porque delicadamente ouvia a sua canção. Assim funcionava. Não queria pressa no passar das horas, gostava do tic tac de cada segundo, da sabia calma do pôr do sol.

quinta-feira, agosto 20, 2009

Fuck Offffff. =)

Nada. Extamente isso. Não era pedir demais. Talvez tivessem uma fissura tão grande que nem a deixassem viver. Quase uma celebridade. Em poucos minutos todos sabiam dos últimos acontecimentos, fossem eles veradeiros ou não. Mas o pior era a decepção que o novo momento trazia. Momento de reflexão e plenitude, momento no qual alguns "amigos" sumiam. Não sabia ao certo, sua única certeza era que não deixarade viver nenhum momento real. Fora intensa em tudo que realizara até ali. Ela e só ela. Era o que podia afirmar, o que os fatos lhe diziam. Viveu inteira com diversas metades ao redor que tentavam juntar-se para formar um. Percebeu que era a soma da qual outros precisavam, começara a aprender a não mais ter pena ou se contentar com meias desculpas. Fazia dar certo ou até mesmo alguma besteira estando 100 % presente e não se conformava com a imcompreensão alheia. Mas a nova, a de flamingos e javalis era impagável e essa ninguém a tiraria.

domingo, agosto 09, 2009

Over and over again.

Nova, doce e cítrica. O amargo e o azedo. O cheiro de inverno misturado ao cheiro de terra causado pelas tempestades de verão. Opostos, similares e divergentes num espaço tão curto e num universo imenso. Encanto. Canto. O dos sábias, de fato. Os mais novos e vorazes, os que despertam e não os que são despertados. Primavera de outrora, de um outono sem igual. O desabrochar da expectativa de um peito calado, de um sorriso escondidos sob vermelhas maçãs.

É chegada a hora.