Little One
A casinha de boneca havia ficado pequena pra ela, mas não sabia exatamente o que havia crescido: suas pernas, sua cabeça ou seu coração. Já tivera algumas outras, inclusive as de veraneio, apenas por capricho, mas aquela sempre fora sua preferida. A sensação de não mais caber lá dentro lhe afligia, fazia com que olhasse pra cada detalhe que escolheu, para todas as suas cores e tons.
Sabia ter mimos como poucos, o que contribuía ainda mais para se sentir totalmente inserida no seu mundinho laranja de margaridas vermelhas. Era como uma dimensão à parte de todos os cômodos e de toda e qualquer outra casa. Alí havia provado sabores, havia sentido os melhores aromas; ali começara a engatinhar sua vida, ali e só ali havia experimentado o gosto de cada lágrima e havia visto o reflexo de cada gota de chuva.
Era como se pouco restasse pra aproveitar, mesmo que ultimamente, a convivência estivesse melhor com os outros habitantes. Esses se tornaram essenciais em sua vida, especialmente uma outra boneca, bem magrinha e pequena,completamente fora do padrão num mundo onde as rechonchudas eram as prediletas. Candy, cujo apelido ela mesma tinha escolhido, vinha lhe surpreendendo de um modo sutil e saber que o principal elo dentro do seu pequenino globo não demoraria a partir, causava-lhe uma dor ensurdecedora.
Sofria calada, não queria demonstrar preferência ou falta de gratidão por ninguém, queria parecer neutra, queria não sentir a estagnação que lhe consumia com a partida de Candy, queria acima de tudo, ir com ela, ir sem rumo, porque não conseguia acreditar que o amor e a coragem que Candy tinha por uma bonequinha como todas as outras, pudesse vir de nenhum outro alguém.
Sabia ter mimos como poucos, o que contribuía ainda mais para se sentir totalmente inserida no seu mundinho laranja de margaridas vermelhas. Era como uma dimensão à parte de todos os cômodos e de toda e qualquer outra casa. Alí havia provado sabores, havia sentido os melhores aromas; ali começara a engatinhar sua vida, ali e só ali havia experimentado o gosto de cada lágrima e havia visto o reflexo de cada gota de chuva.
Era como se pouco restasse pra aproveitar, mesmo que ultimamente, a convivência estivesse melhor com os outros habitantes. Esses se tornaram essenciais em sua vida, especialmente uma outra boneca, bem magrinha e pequena,completamente fora do padrão num mundo onde as rechonchudas eram as prediletas. Candy, cujo apelido ela mesma tinha escolhido, vinha lhe surpreendendo de um modo sutil e saber que o principal elo dentro do seu pequenino globo não demoraria a partir, causava-lhe uma dor ensurdecedora.
Sofria calada, não queria demonstrar preferência ou falta de gratidão por ninguém, queria parecer neutra, queria não sentir a estagnação que lhe consumia com a partida de Candy, queria acima de tudo, ir com ela, ir sem rumo, porque não conseguia acreditar que o amor e a coragem que Candy tinha por uma bonequinha como todas as outras, pudesse vir de nenhum outro alguém.

