Inside Me

Devaneios...

sábado, outubro 13, 2007

Camuflagem

Depois de algum tempo, havia chegado a uma conclusao de dois. Alix descobrira a causa daquele amor, descobrira que a partir daquela primeira troca de orvalhos, passara a procurar a mesma alma em outros corpos. Ñ sabia o que estava desgastado, se o corpo ou a alma, mas achara sua essencia perfeita, a essencia que ditaria muito de seus dias entediantes. Era como ter achado a mais preciosa pedra e, mesmo que bruta, passava-lhe a impressao de poder lapidá-la da forma que quisesse. Aquela pedra escorregava de sua mao muitas vezes e Alix, aflita, a segurava cada vez mais forte. Entao aquele brilho caramelo caiu de suas maos já fracas, ficou fosco em algumas partes mas sendo verdadeiro, era inquebrável. Ela abaixou, botou em suas maos com carinhoe continuou a caminhar.



Após mais algumas quedas, quase desistiu de leva-la aquilo consigo, mas tinha uma fascinio tao grande por cada detalhe desenhado ali, que passou a chamá-la de caramelo. Se decepcionou também, Caramelo era muito difícil de lapidar e fez com que Alix perdesse cada vez mais sua coragem.


Decidiu,entao, que procuraria formas definidas, brilhos irreverssíveis. Surpreendeu-se quando percebeu que sempre buscava uma semelhanca com Caramelo, fosse no tom, na cor e até mesmo naquela pequena manchinha. Adquiriu novas preciosidades e até se divertiu com elas mas logo em seguida, tudo ficava sem graca.

Alix se deu conta que que só aquela pedra bruta chamada Caramelo, podia lhe causar aquelas sensacoes, que a brutalidade lhe causava o sorriso, que o brilho intenso mostrava lhe a delicadeza implicita e que a dificuldade de lapidá-la estava em solta-la de suas maos e deixar que outra alguem a tocasse.

terça-feira, outubro 02, 2007

Moais

Ela andava e olhava pros lados fugindo de alguma coisa que estaria acontecendo do lado de fora, tentava prender sua atenção em si mesma, mas suas mãos, sua boca e até seu corpo, estavam em cócegas. Tudo indicava-lhe a hora e o caminho inexatos, mas os ponteiros corriam mais alucinantes que a frequência de seu coração que teimava em não descansar.
Arranjando desculpas, chegava o mais perto possível do 4, o mesmo que era pintado de sua cor predileta, roxa. Vibrante seria a descrição quase perfeita para o momento estampado ali.

As vezes acordava com a impressão de que o ontem não tinha acontecido, de que os dias não eram nublados e de que Yel estava um pouco mais perto dalí, em todas as bolas e cores que deslisavam por aquela superfície quase lisa. No verde bandeira tinha um sinal dela como também na nota ressonante do taco. Ao redor, tudo girava frenteticamente produzindo uma linda melodia, ela gostava de outras, mas não conseguia livrar-se daquela em especial. Aquela lhe remetia à furia, ao desejo de um quem.