Inside Me

Devaneios...

quinta-feira, abril 27, 2006

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Sinto falta do gosto, do cheiro e do rastro. Não nos falta amor. Não nos damos tempo, não nos colocamos em prioridade, fingimos que estamos bem, quando apenas olhar pra janela nos faz lembrar da chuva, da correria e das loucuras. Das discussões também, mas isso não fazia parte do nosso sonho. Era o ilógico que trazia toda a lógica pras nossas vidas, que nos levava a fundo dentro de nossa fantasia real.
Perceptível apenas pra nós, viajávamos no nosso mundo julgado por loucura.

Nos sobra amor, nos falta coragem, coragem de admitir que tudo aina é presente.

terça-feira, abril 11, 2006

Hum..

Arrebatador e surreal, muito mais saboroso que o avassalador. Inconstante, mas presente, sim, eu posso sentir. Com a simplicidade do café e a douçura do caju. Coisas que pequenas, talvez mínimas que mostrem demais, mesmo sem querer.
O beijo no rosto, o abraço, agradecimentos e pedidos, tudo isso me diz muito, as vezes, coisas que eu nem precisava ou queria saber, mas gosto e gosto mais ainda da calmaria, dos olhares e do se.

segunda-feira, abril 10, 2006

Somebody

Eu sabia que as palavras que saíam de tua boca não eram verdadeiras, nem ontem, nem meses atrás. Tudo continuava sendo absorvido com uma série de porquês acoplados. Tudo se transformava em silêncio e lágrimas. O tempo passou, muito devagar, na verdade, muito pouco tempo e a ausência de quase todas as coisas permaneciam. Pregaram uma peça, trouxeram de volta o amor inacabável, os sorrisos, os cheiros, os toques e seus lábios, e parecia real. O silêncio logo voltou me avisando que aquilo era você, o mar de ondas que vêm e vão mudando de sérires diariamente, que sobe e desde sem nunca avisar onde quebrarão.

domingo, abril 02, 2006

Cachaça, limão e adoçante.

Engraçado ter consciência do que uma pessoa te passa de diferente da outra no mesmo momento. Todas aquelas luzes e mesmo assim, sentir cada um de um jeito, diferenciando-os pelo toque ou apenas pela pele, como se os olhos estivessem fechados a noite inteira. Um sentimento que não era sentido há algum tempo, um lugar que também não é mais tão visitado e faz falta e talvez, por isso, eu não o visite com frequência, pra ser sempre bom, pra me trazer todas aquelas lembranças de volta e pra me fazer sentir a felicidade de perto mais uma vez.
Cada acorde a embalava num ritmo diferente, alguns escorregões e lá estava ela de volta, sorridente, dançando como se estivesse sozinha na frente do espelho, sem olhar pra ninguém, sentindo o seu e só seu momento. E mesmo assim ela não conseguiu deixar de transparecer tudo aquilo que faz parte do seu interior.